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MANIFESTO PELO DIA EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DE ACIDENTES E DOENÇAS DO TRABALHO

 

No Brasil, as mortes causadas pela covid-19 chegam a centenas de milhares. Trabalhadores e trabalhadoras adoecem e morrem diariamente. Um terço dos trabalhadores de saúde que tiveram suas vidas ceifadas pela pandemia, em todo o mundo, são brasileiros! E isso não é por acaso.

O Brasil vive uma combinação perversa de fatores com precarização das relações de trabalho, perdas de direitos trabalhistas e previdenciários, desregulamentação na área de saúde e de segurança no trabalho, ausência de governança, sucateamento de serviços diversos, fragilização de instituições, desfinanciamento do setor de saúde, ataques à democracia e boicote à participação social. A priorização do desenvolvimento econômico em detrimento da vida tem feito com que nosso país esteja entre os que mais adoecem e matam trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo.

No contexto da covid-19, ambientes e processos de trabalho se tornaram mais inseguros e insalubres. Injustiças e desigualdades sociais foram escancaradas. A ausência de políticas públicas eficazes produz fome e desespero. Saindo em busca de renda e sobrevivência, trabalhadores e trabalhadoras têm encontrado o vírus, a doença e a morte.

O Sistema Único de Saúde (SUS) tem entrado em colapso em diversos municípios. Falta de planejamento gera escassez de insumos, materiais e medicamentos nos hospitais. Trabalhadores e trabalhadoras da saúde estão exaustos. No Brasil de hoje, morre-se asfixiado por falta de oxigênio e excesso de descaso! Asfixia como a produzida para sufocar movimentos sociais e sindicais que lutam por melhores condições de vida e de trabalho para todos.

Os dados disponíveis são insuficientes e nem sempre confiáveis, sendo quase impossível conhecer a real dimensão do sofrimento das pessoas que trabalham, nos serviços essenciais, no trabalho formal e informal, e para aqueles em situação de vulnerabilidade. Como agravante, ainda assistimos indignados uma articulação entre o setor patronal e o atual governo federal para negar o óbvio: que a covid-19 é, sim, uma doença relacionada ao trabalho. Assim, tenta-se negar acesso aos direitos que ainda restam neste país combalido pela ganância, pelo ódio fratricida e pela busca incessante do lucro a qualquer custo, nele incluído a vida humana.

Neste 28 de abril, Dia em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, a FRENTE AMPLA EM DEFESA DA SAÚDE DOS TRABALHADORES manifesta-se em defesa da vida e da garantia dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Para isso, defendemos que:

– Seja considerado o critério epidemiológico para que TODOS os casos suspeitos de covid-19 relacionados ao trabalho sejam devidamente NOTIFICADOS no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e, para os segurados pela

– Previdência Social, que seja emitida Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

– Sindicatos e representantes dos trabalhadores e trabalhadoras FORTALEÇAM A LUTA pela defesa da saúde, em todas as instâncias possíveis.

– TODOS os ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras sejam DENUNCIADOS, incluindo casos de coação para adesão a tratamentos sem comprovação científica e demissões discriminatórias dos que apresentam sequelas da covid-19.

– O SUS seja valorizado, defendido, fortalecido e devidamente financiado, começando pela REVOGAÇÃO IMEDIATA da Emenda Constitucional no. 95.

– TODOS os trabalhadores e trabalhadoras sejam VACINADOS no SUS já!

– As políticas sociais sejam RETOMADAS e AMPLIADAS, incluindo fundos e auxílios emergenciais para combater a fome e devolver a dignidade às pessoas que trabalham.

– Sejam instituídos espaços de decisão coletiva entre trabalhadores, trabalhadoras, empresas e instituições empregadoras para debater e planejar ações de saúde e segurança.

Clique AQUI e acesse o documento original do manifesto:
https://www.ncst.org.br/images_news/files/Manifesto_Frente_Ampla_28_Abril_2021.pdf

 

Fonte: NCST NACIONAL

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