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O MOVIMENTO SINDICAL RESISTIRÁ COM FIRMEZA AOS ATAQUES DESFERIDOS PELO CAPITAL

Os resultados das eleições para prefeitos e vereadores este ano, acendeu de vez a luz de alerta para o movimento sindical brasileiro e os partidos políticos progressistas que, infelizmente, foram derrotados e humilhados nas urnas. O clima de desanimo que já era latente, agora nocauteou as esperanças dos que lutam por solidariedade para os oprimidos e excluídos da sociedade.

O presidente Michel Temer (PMDB) e seus aliados estão fortalecidos par promover mudanças estruturais que visa à redução do gasto público e do tamanho do Estado, à abertura da economia, ao aumento da competitividade e da produtividade, assim como à remoção do que chamam de entraves ao desenvolvimento, citando explicitamente as relações de trabalho e os marcos regulatórios das áreas sob concessões públicas.

A pergunta que devemos buscar respostas concretas são: O que fazer diante desta conjuntura adversa? E por onde e quando devemos começar? São respostas que precisam ser respondidas através de ações conjuntas que envolva todos seguimentos da sociedade que estão com seus direitos ameaçados.

Os que apostaram suas fichas que a mudança de governo resolveria o problema da economia e da corrupção no Brasil, começa a perceber que nada modificou e a taxa de desemprego desde o início da recessão subiu de 6,8% para 11,8%, sendo que 54% da população está ocupada, menor patamar desde 2013, e o que antes era substituição de emprego, agora é de eliminação.

Na opinião de Antônio Augusto de Queiroz, analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a efetivação de Temer na Presidência da República não foi apenas uma “mudança de governante”, mas uma mudança de “paradigma” na relação entre o governo e o mercado.

E que na visão do mercado sai uma “governante intervencionista”, que não hesitava em utilizar os instrumentos de política econômica para interferir nos negócios privados e até na margem de retorno dos empreendimentos, e entra um governante “sintonizado” com os princípios da “livre iniciativa” e com visão fiscalista.

Para ajudar o movimento sindical se situar na conjuntura atual e futura, o Diap divulgou a agenda do novo governo que propõe:

1) a desindexação geral;

2) a desvinculação orçamentária, especialmente das despesas com educação e saúde;

3) a privatização, a descentralização e as parcerias público-privadas amplas;

4) a abertura da economia, inclusive com o fim do conteúdo local ou nacional;

5) a reforma trabalhista com livre negociação, incluindo a prevalência do negociado sobre o legislado nas relações de trabalho, a terceirização e a pejotização; e

6) a nova reforma da previdência, com aumento da idade mínima, unificação de regimes previdenciários e desvinculação do salário mínimo como piso de benefício previdenciário, entre outros.

O movimento sindical já superou outros momentos de crise e deve permanecer ativo para superar o atual. No entanto, todos sindicalistas precisam se engajar nas lutas e mobilizações que serão travadas, pois o momento requer mudanças de postura e atitude para transformar a situação.

Nailton Francisco de Souza: Diretor Nacional de Comunicação da Nova Central.

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